sábado, 26 de abril de 2008

Tudo sobre o plástico

16 de setembro de 2007 -

por Rachel Oliver
para CNN

HONG KONG, China (CNN) -- O plástico, que já foi saudado como uma maravilha do mundo moderno, tem enfrentado análise crescente sobre seu impacto no ambiente.

Um dos materiais mais úteis, duráveis e abundantes conhecido pelo homem, ele permeia cada esfera da vida humana. Protege e armazena nossa comida.; escovamos nossos dentes com ele; podemos encontrá-lo em nossos refrigeradores, carros, computadores e celulares; podemos agradecer a ele pelas cortinas do chuveiro, ou encanamento e pelo chão onde pisamos.

Em resumo, está em todo lugar, sustentando nossa forma de vida em tal extensão que não conseguimos imaginar a vida sem ele.

Consumimos agora cerca de 100 milhões de toneladas de plástico por ano, comparados a cinco milhões de toneladas nos anos 50s quando as donas de casa americanas estavam apenas descobrindo as maravilhas do Tupperware. Para colocar em perspectiva, uma tonelada de plástico representa cerca de 20 mil garrafas de água de 2 litros, ou 120 mil sacolas de supermercado, de acordo com o site britânico Waste Online.

As estimativas de quantas sacolas de plástico são usadas anualmente varia incrivelmente, de 400 bilhões a algo até um trilhão. Mesmo tomando a estimativa mais conservadores de 500 bilhões, isso se traduz por cima em cerca de 1 milhão por minuto, de acordo com a Reusablebags.com. Com relação às garrafas plásticas, o Instituto Earth Policy estima que em 2004 o consumo global de água engarrafada sozinho foi de 154 bilhões de litros.

De acordo com a Fast Company, em qualquer semana escolhida ao acaso nos Estados Unidos, 1 bilhão de garrafas de água está sendo movimentadas pelo país, com os americanos consumindo 50 bilhões de garrafas a cada ano. Dessas, assustadores 38 bilhões estão sendo enviadas para aterros sanitários, embora diariamente 60 milhões sejam simplesmente jogadas fora.

Número crescente de críticas

Esses números somente deram combustível ao movimento anti-plástico, particularmente porque os ambientalistas alegam que podemos facilmente viver sem ele (debates recentes sobre garrafas d'água trouxeram à luz o fato de que 40 por cento da água engarrafada nos EUA começa como simples água de torneira, de acordo com o Earth-Policy.org).

Não Perca

De acordo com o Greenpeace, estima-se que mais de um milhão de pássaros e 100.00 mamíferos marinhos ore pereçam a cada ano ou por comerem ou por ficarem presos em dejetos de plástico.

E então há a questão da saúde humana. Um número crescente de relatórios está agora acusando o Bis fenol A (BPA), um produto químico usado na produção de recipientes de plástico, material de microondas e recipientes de comida. Um estudo recente publicado no jornal "Reproductive Toxicology" (Toxicologia reprodutiva) encontrou agora uma ligação entre o BPA e desordens reprodutivas nas mulheres tal como endometriose, cistos nos ovários, fibróides e câncer.

E também alguns estudos sobre Polietileno Tereftalato, ou PET, que está nas garrafas de água, sacolas plásticas e embalagens de comida, descobriram que depois do uso repetido ele pode liberar um componente --di(2-etillhexil) ftalato – que se suspeita causar câncer em humanos.

Indústrias enfatizam os benefícios dos plásticos

A indústria de plásticos, no entanto, enfatiza os benefícios do produto.

De acordo com o PlasticsResource.com, um site educacional mantido pelo Conselho Americano de Química, as pessoas têm se beneficiado do plástico. Usar plástico reciclado como substituto para , digamos, madeira, pode ter um impacto positivo no meio ambiente, como menos árvores sendo cortadas para fazer produtos tais como moveis de jardim, podem ser mais bem servidos pelos plásticos, mais duráveis e de manutenção mais barata.

A organização também destaca que ao substituir plástico por diferentes tipos de materiais poderíamos de fato estar criando mais problemas ambientais para nós. Por exemplo, se gasta 30 por cento a menos de energia para fazer embalagens de espuma de poliestireno do que embalagens de papelão.

Sem os plásticos, diz o grupo, 400 por cento extra de material por peso e 200 por cento por volume seriam necessários para atender ás necessidades existentes de embalagens.

Também aponta que as necessidades de transporte aumentariam substancialmente se as sacolas de plástico fossem substituídas por sacolas de papel nos supermercados: para cada sete caminhões necessários para entregar sacolas de papel nas lojas, apenas um caminhão é necessário apenas para carregar o mesmo número de sacolas de plástico" diz o site.

As nações consideram políticas sobre o plástico

Cerca de 90 por cento das garrafas de plástico termina suas vidas em aterros, de acordo com Treehugger.com. Mesmo lixo biodegradável pode ser potencialmente perigoso em um ambiente de aterro. Muitos ambientalistas se preocupam com uma das qualidades do plástico - sua durabilidade. Ninguém realmente sabe quanto tempo leva para desaparecer, porque o plástico simplesmente não esteve por aí tempo suficiente. A incerteza é tamanha que os ambientalistas estimam que possa ser qualquer coisa entre quinhentos a mil anos.

Incinerar o plástico não parece ser uma opção para eliminar os resíduos de plástico, também. Em termos de emissão de gases de efeito estufa, queimar plástico equivale a queimar combustíveis fosseis, Friends of the Earth (FOE) diz. A FOE realmente recomenda que os aterros como a melhor formas de conter os dejetos de plástico, visto que pelo menos eles mantêm o carbono contido no solo, eles dizem, em vez de liberá-lo na atmosfera. E embora reciclar pareça ser a opção segura automática, os críticos reclamam que reciclar é muito trabalhoso, gasta energia excessiva e é caro.

Por isso, programas de reciclagem de plástico tiveram graus variados de sucesso ao redor do mundo: na Suécia, a taxa de reciclagem de garrafas PET em 2004 foi de 80 por cento em comparação com os EUA, que foi de 15 por cento. De acordo com o Instituto Container Recycling , as taxas de reciclagem de plástico nos EUA estão em declínio nos últimos dez anos (pode ter a ver com o fato de que o lixo está cada vez mais sendo embarcado para lugares como a China, que agora se orgulha de ter a maior fábrica de reciclagem de plástico do mundo em Pequim). E de acordo com Reusablebags.com, somente um por cento de todas as sacolas de plástico é reciclado.

A conclusão a que mais pessoas parecem estar chegando como a melhor escolha para o futuro do plástico é uma de duas opções: reuso ou para a produção na fonte. O projeto realizado pelo Instituto de Pesquisas Kerala Highway na Índia, onde dejetos de plástico triturado foram misturados com betume para recapear estradas, é certamente um bom exemplo do que foi citado, particularmente visto que os proponentes do esquema afirma que a estrada é mais forte e mais durável do que as estradas que não têm plástico, embora isso ainda tenha que ser confirmado.

Como a última opção, mais e mais países estão tomando medidas para banir as sacolas plástica,s tais como a Austrália, Bangladesh, Irlanda, África do Sul e Taiwan bem como partes da Índia. Mas tais iniciativas têm tido progresso lento, com alguns governos hesitando em forçar os maiores abastecedores de sacolas plásticas- supermercados - a pararem de vendê-las, preferindo encorajar programas voluntários.

Talvez a estratégia mais bem sucedida até o momento tenha sido a da "PlasTax" (algo como Imposto do Plástico) na Irlanda, onde os consumidores são cobrados por cada sacola que usam. Lançada em 2002, resulta até o momento em uma redução de 90 por cento no uso de sacolas plásticas.

(Fontes: Container Recycling Institute, Reusablebags.com, PlasticsResource.com, American Chemistry Council, Treehugger.com, Planetark.com, Greenpeace, Christian Science Monitor, Fast Company, Friends of the Earth, New Scientist, Earth Policy, Waste Online)

http://edition.cnn.com/2007/TECH/09/07/allabout.plastic/index.html#cnnSTCText

Um comentário:

Trii disse...

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